O jogo é fácil de descrever.
Numa tarde muito quente (30 graus), a 1.ª parte teve algum domínio do Alverca, com o Vigor recuado, a defender-se bem e a tentar o contra-ataque.
Depois do intervalo, tudo mudou.
A minha equipa mostrou estar muito bem fisicamente e foi "para cima" do adversário.
Com o jogo controlado, o 1.º golo surgiu naturalmente, num cabeceamento espectacular de Girão, desmarcado, frente ao desamparado guarda-redes adversário.
Pouco depois, porém, a defesa do Vigor decidiu oferecer um "brinde" ao Alverca e os locais aproveitaram, restabelecendo o empate.
Mas como "amor com amor se paga", no minuto imediato foi a vez da defesa do Alverca "oferecer" o 2.º golo à minha equipa. Kevin, muito oportuno, não desperdiçou.
Estava escrita a vitória.
O Alverca tentou um último esforço, sobretudo nos quatro minutos de "tempo-extra", mas sem grande perigo para a baliza do Vigor.
Entretanto, as atenções voltaram-se para a bancada central e para... a PSP.
FORA DAS QUATRO LINHAS
O jogo aproximava-se do fim.
Na bancada central, reservada aos sócios do Alverca, há uma cena de pancadaria, com muita algazarra e alguns gritos.
Vejo um homem de meia idade "descer" de costas três ou quatro filas de cadeiras.
A meu lado, alguém – que via tanto como eu – não tem dúvidas: «A culpa é do treinador. Só jogam os filhos de alguns...».
Não sei se foi esse o motivo (ou não) da cena de pancadaria entre familiares de jogadores do Alverca.
Num ápice, jogo interrompido por lesão, ouvem-se sirenes de carros da polícia e uma dezena de agentes entram em grande correria nas bancadas e na pista do estádio.
Um jogador do Alverca (filho de um dos envolvidos na pancadaria) sai do campo, passa o portão da vedação e sobe as bancadas. É agarrado por agentes da PSP e outras pessoas.
A confusão continua na bancada, o jogador regressa ao relvado e vê o cartão amarelo.
Já se tinham escoado os quatro minutos de descontos. Mas ainda só tinha sido jogado um.
O árbitro prossegue o encontro, que parece nunca mais acabar.
Aproxima-se uma trovoada valente. Vêem-se raios a cair no horizonte. A tarde continua quente, abafada.
A PSP começa a identificar os envolvidos na cena de pancadaria.
O árbitro, finalmente, termina o jogo. O Vigor vence por 2-1, os jogadores abraçam-se.
O jovem jogador do Alverca tenta voltar às banacadas, mas é impedido por colegas, dirigentes e agentes da PSP.
Os jogadores da minha equipa agradecem o apoio dos familiares que se deslocaram a Alverca. E abandonam o relvado a olhar, intrigados, para a "confusão" nas bancadas.
Felizmente, o Alverca não deixa os não-sócios entrar para a bancada central. Eu fiquei atrás de uma baliza, lá no alto (as fotos, por isso, ainda são piores do que habitualmente...).
Fiquei longe do jogo, mas também da confusão. Felizmente.

O jogador do Alverca tenta regressar às bancadas para defender o familiar envolvido nos incidentes

Os intervenientes nos desacatos são levados pela PSP para identificação (na foto vêem-se, pelo menos, oito agentes da PSP, que chegaram ao estádio num ápice!)
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